>>A proposta deste diálogo interdisciplinar é avançar no debate reflexivo e formador sobre a inovação e seus reflexos para o conhecimento na sociedade contemporânea, sem perder de vista as especificidades das organizações e suas complexidades. Assim sendo, pretende-se explorar a necessidade de discussão acerca das temáticas propostas, bem como proporcionar uma reflexão de cunho humanista, que procura enfocar a inovação além dos processos tecnológicos e da atividade empresarial.
__Diante desse cenário, os movimentos complexos que envolvem mudanças de paradigmas, delimitados pela abrangência deste colóquio, suscitam uma reflexão a seguinte problematização: O que é inovação? O que é conhecimento?
__Nas transformações em curso desde as últimas décadas do século XX, projeta-se o papel estratégico da informação e do conhecimento em diferentes dimensões da vida em sociedade, registrando-se que o processo de mudança tecnológica atingiu, no final desse século, uma velocidade e importância nunca antes vistas na história humana. As aceleradas, profundas e abrangentes transformações marcam o esgotamento da sociedade industrial, e o ingresso na sociedade do conhecimento coloca-se como fator chave para o desenvolvimento econômico e social de regiões e de países.
__Sabe-se que a dinâmica da inovação depende mais dos processos de aprendizagem do conhecimento do que da disponibilidade de recursos, assim como seu impulso ocorre de maneira sistêmica. Dessa forma, ela está fortemente vinculada aos processos de interação entre as organizações e agentes que permitem gerar, reproduzir e retroalimentar processos de aprendizagem e convertê-los em atividade inovadora.
__Schumpeter, considerado o pai da inovação, categorizava inovação como sendo a introdução de um novo produto ou um novo método de produção; a abertura de um novo mercado; a descoberta ou conquista de uma nova fonte de matéria-prima ou a introdução de uma nova estrutura de mercado. O que se observa é que existem duas ramificações: área mercadológica – foco do usuário – e área produtiva – novidades nos processos, produtos e serviços.
__Dessa forma, entende-se que Inovação é a capacidade de conceber e incorporar conhecimentos para dar respostas criativas aos problemas. Então inovação gera conhecimento, que são fundamentais para a criação de uma sociedade humana sustentável. Enquanto sociedade, não seremos capazes de ser bem-sucedidos na criação de um mundo sustentável, se nos preocuparmos unicamente em ser mais eficientes naquilo que já fazemos.
__Através desse conceito expandido de inovação, entendemos ser possível avançar para diversas possibilidades. Senão vejamos: na dimensão organizacional, a inovação pode ser tecnológica (produtos e serviços melhorados ou desenvolvidos e gerados para o mercado) ou administrativa (estrutura organizacional e processos administrativos melhorados ou desenvolvidos e gerados).
__Na dimensão cultural e econômica, pode-se identificar a inovação radical (destruidora das competências antes adquiridas, que requer um conhecimento muito diferente daquele já existente, tornando esse último obsoleto) ou incremental (considerada alavancadora de competências, que se apoia no conhecimento existente, sem destruí-lo).
Destarte e independente do grau de novidade de uma inovação, que gera conhecimento, a consideração principal é que ela garanta a sustentabilidade da organização em sua missão institucional.<<
Ernani Cesar de Freitas
Doutor em Lingüística Aplicada (PUCRS); professor pesquisador e coordenador do curso de pós-graduação em Gestão Empresarial – ênfase em Serviços, no Centro Universitário Feevale; e-mail: ernanic@feevale.br
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Inovação e Conhecimento: desafios contemporâneos para a competitividade
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Interação Universidade - Empresa para a Inovação
<<Apesar das inúmeras iniciativas recentes de fomento tecnológico nacional visando estreitar a interface existente entre o setor acadêmico e o setor empresarial, essa prática de parceria ainda apresenta significativa resistência no Brasil. Grande parte da inovação empresarial ainda tem por base a adaptação de tecnologias desenvolvidas por empresas internacionais às realidades locais. Essa transposição muitas vezes não é acompanhada por uma avaliação crítica do potencial inovador regional para o setor, ou setores similares, que poderiam agregar tecnologias mais específicas para a realidade local, com grande potencial inovador mesmo em relação à tecnologia já aplicada por outras empresas internacionais. Como conseqüência, toda a adaptação e investimento realizado pela empresa na nova tecnologia apresentam como resultado máximo os níveis de desempenho da concorrência, ou seja, há uma clara tendência à defasagem tecnológica.
Por outro lado, conforme divulgado pela CAPES, a inovação acadêmica nacional evoluiu drasticamente nos últimos anos, apresentando resultados de produtividade em pesquisa similares aos atingidos por vários países considerados desenvolvidos e exportadores de tecnologia, com exceção dada ao quesito “transferência de tecnologia ao setor produtivo”, resultante da falta de diálogo entre universidades e empresas. Os mecanismos legais para essa transferência de tecnologia já existem, e estão em constante evolução. Sendo assim, quais são as barreiras que separam a interação universidade/empresa no Brasil?
Por outro lado, conforme divulgado pela CAPES, a inovação acadêmica nacional evoluiu drasticamente nos últimos anos, apresentando resultados de produtividade em pesquisa similares aos atingidos por vários países considerados desenvolvidos e exportadores de tecnologia, com exceção dada ao quesito “transferência de tecnologia ao setor produtivo”, resultante da falta de diálogo entre universidades e empresas. Os mecanismos legais para essa transferência de tecnologia já existem, e estão em constante evolução. Sendo assim, quais são as barreiras que separam a interação universidade/empresa no Brasil?
A falta de informação sobre as potencialidades de interação entre os dois setores e os caminhos para a comunicação entre os mesmos é bastante significativa, especialmente por estar aliada ao rompimento de tradições. Se por um lado, as universidades estão acostumadas a procurar referencial teórico ao desenvolvimento inovador em periódicos nacionais e internacionais e aos constantes processos de ensino/aprendizagem aliados a experimentações em pequena escala, as empresas estão mais familiarizadas com o controle exato do processo produtivo e suas relações de trabalho. Por esse motivo, a comunicação diferenciada que esse tipo de parceria exige é um fator bastante significativo. Nesse diálogo, é muito importante que os atores apresentem de forma clara quais são os objetivos da interação, desde o começo do projeto, buscando romper conceitos pré-estabelecidos em relação a cada setor. Para atingir esse objetivo, é fundamental que os atores conheçam qual papel poderá ser desempenhado por cada parte, a fim de maximizar os resultados obtidos, em prazos aceitáveis para ambos.
Com o estreitamento das relações entre o potencial inovador existente no setor acadêmico e as necessidades regionais das empresas, a inovação passa a ser contextualizada de forma aplicada e direcionada. Essas características levam a um real amadurecimento do potencial tecnológico do país, tendo por base a agregação de esforços tradicionais de cada setor. >>
ºº Carin von Mühlen é professora Doutora da Feevale e atua no Grupo de Pesquisa em Tecnologia e Gerenciamento Ambiental.
...comente, discuta o texto no blogºº
Com o estreitamento das relações entre o potencial inovador existente no setor acadêmico e as necessidades regionais das empresas, a inovação passa a ser contextualizada de forma aplicada e direcionada. Essas características levam a um real amadurecimento do potencial tecnológico do país, tendo por base a agregação de esforços tradicionais de cada setor. >>
ºº Carin von Mühlen é professora Doutora da Feevale e atua no Grupo de Pesquisa em Tecnologia e Gerenciamento Ambiental.
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
Estratégia do Oceano Azul
>>O livro e realmente é muito bom; as ferramentas são muito boas; os exemplos são bons, enfim, valeria muito a pena à visão do Blue Ocean à nossa comunidade. Ela ultrapassa muita coisa, pois tenta divergir da idéia de competição e concorrência (do diamante de Porter), criando novas fronteiras, novas categorias de negócios, os próprios oceanos azuis. Ela dá um enfoque muito especial à inovação de valor.
.... o palestrante é consultor e assessor com atuação em diversas empresas no Brasil nas áreas de estratégia competitiva, gestão de processos e sistemas de gestão integrada. O workshop é baseado no bestseller A Estratégia do Oceano Azul, de W. CHAN KIM e RENEE MAUBORGNE, aborda uma nova forma de posicionar-se frente a concorrência, valendo-se da diferenciação na realização de suas atividades. Como cases de sucesso na aplicação desta metodologia, podemos citar o Google e a GE - General Eletric. <<Para realizar a inscrição dos colaboradores da empresa, clique aqui. 3586.8800 ramal 9092.
ººFernando Oliveira da Feevale
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quarta-feira, 1 de abril de 2009
IV Encontro de Negócios da VALETEC
Dia 8 de abril (quarta-feira) às 08:00h no auditório do Núcleo de Extensão Universitária da Feevale, no Parque Tecnológico do Vale do Sinos, com café da manhã.
Confirme sua presença: valetec@valetec.org.br
Crise e oportunidade para empreender
>>Nesses tempos de crise temos lido e ouvido a todo instante que é o momento de se adotar novas posturas e inovar para sobreviver. Executivos e empresários têm insistido que se vive agora um novo cenário de escassez de crédito, no qual é preciso focar os investimentos em projetos que dêem retorno rápido: um erro nesse momento pode inviabilizar a empresa.
__Nesta semana em que se encerrou a FIMEC, maior feira nacional de componentes e implementos para a indústria coureiro-calçadista, a Artecola anunciou investimento de R$ 10 milhões em inovação e pesquisa para 2009, volume significativamente maior que o de anos anteriores. No mesmo período, outra feira de fornecedores, agora da indústria moveleira, a FIMMA, registrou alta nos negócios em relação à sua última edição. Essas são sinalizações evidentes de investimento em atividades produtivas, em inovações no processo de produção, em materiais e produtos novos. Investir na inovação é dar foco em atividades com capacidade de alavancar a empresa. Toda inovação, toda ruptura, abre nichos, cria e revoluciona mercados e proporciona um retorno diferenciado para a empresa, pois agrega de fato valor para o cliente. Um exemplo é a política da nova companhia aérea Azul que adotou como estratégia – e não como promoção – ter passagem aérea pelo mesmo preço da passagem de ônibus, assim não concorrendo com as outras empresas áreas por clientes, mas criando um novo grupo de consumidores para o seu negócio, como nos recomenda o professor Clayton Christensen, de Harvard.
__Na outra ponta, a das empresas nascentes, o ano de 2009 também está sendo marcado por um volume e diversidade de fontes de financiamento para projetos e idéias inovadoras. Por um lado recursos públicos da FINEP para apoio a novas empresas (PRIME), desenvolvimento de pesquisas e parcerias com universidades, subvenção econômica a empresas inovadoras, recursos para capitalização de fundos semente e para micro e pequenas empresas apoiadas por esses fundos (CRIATEC), entre outros, além da criação de um fundo de 100 milhões de dólares de recursos públicos para investimento em micro e pequenas empresas no Mercosul. Do lado do capital privado, além das iniciativas individuais de empresas, que pipocam como as antes citadas, há um crescimento continuado da indústria do venture capital (que investe em novos negócios inovadores para depois revender sua participação no futuro), que está mais exigente com a crise, mas ainda tem mais de oito bilhões de reais para investir em novos projetos inovadores. Áreas como biotecnologia, energia, tecnologias de mobilidade, e as Tecnologias de Informação e Comunicação são áreas prioritárias para investimento privado, pela sua alta capacidade de retorno.
__Se a crise mundial fez sumir grandes volumes de dinheiro especulativo, ela nos traz a esperança de que os investidores voltem seus olhos para a esfera da produção e do consumo, ou seja, na chamada economia real, que gera riqueza, renda, atende às demandas das necessidades humanas e, por isso mesmo, não pode parar. Portanto, cabe a quem está do lado de cá, criando e empreendendo, continuar nessa busca incessante pela inovação e mostrando para o mercado, a sociedade, governos e investidores que aqui tem gente que olha para o futuro e quer continuar sonhando com um mundo melhor.<<
°°PEDRO DE ALMEIDA COSTA
é Coordenador do Núcleo de Incubadoras da Feevale
e Pesquisador do Grupo de Desenvolvimento Regional
pedrocosta@feevale.br
...comente, discuta o texto no blogºº
__Nesta semana em que se encerrou a FIMEC, maior feira nacional de componentes e implementos para a indústria coureiro-calçadista, a Artecola anunciou investimento de R$ 10 milhões em inovação e pesquisa para 2009, volume significativamente maior que o de anos anteriores. No mesmo período, outra feira de fornecedores, agora da indústria moveleira, a FIMMA, registrou alta nos negócios em relação à sua última edição. Essas são sinalizações evidentes de investimento em atividades produtivas, em inovações no processo de produção, em materiais e produtos novos. Investir na inovação é dar foco em atividades com capacidade de alavancar a empresa. Toda inovação, toda ruptura, abre nichos, cria e revoluciona mercados e proporciona um retorno diferenciado para a empresa, pois agrega de fato valor para o cliente. Um exemplo é a política da nova companhia aérea Azul que adotou como estratégia – e não como promoção – ter passagem aérea pelo mesmo preço da passagem de ônibus, assim não concorrendo com as outras empresas áreas por clientes, mas criando um novo grupo de consumidores para o seu negócio, como nos recomenda o professor Clayton Christensen, de Harvard.
__Na outra ponta, a das empresas nascentes, o ano de 2009 também está sendo marcado por um volume e diversidade de fontes de financiamento para projetos e idéias inovadoras. Por um lado recursos públicos da FINEP para apoio a novas empresas (PRIME), desenvolvimento de pesquisas e parcerias com universidades, subvenção econômica a empresas inovadoras, recursos para capitalização de fundos semente e para micro e pequenas empresas apoiadas por esses fundos (CRIATEC), entre outros, além da criação de um fundo de 100 milhões de dólares de recursos públicos para investimento em micro e pequenas empresas no Mercosul. Do lado do capital privado, além das iniciativas individuais de empresas, que pipocam como as antes citadas, há um crescimento continuado da indústria do venture capital (que investe em novos negócios inovadores para depois revender sua participação no futuro), que está mais exigente com a crise, mas ainda tem mais de oito bilhões de reais para investir em novos projetos inovadores. Áreas como biotecnologia, energia, tecnologias de mobilidade, e as Tecnologias de Informação e Comunicação são áreas prioritárias para investimento privado, pela sua alta capacidade de retorno.
__Se a crise mundial fez sumir grandes volumes de dinheiro especulativo, ela nos traz a esperança de que os investidores voltem seus olhos para a esfera da produção e do consumo, ou seja, na chamada economia real, que gera riqueza, renda, atende às demandas das necessidades humanas e, por isso mesmo, não pode parar. Portanto, cabe a quem está do lado de cá, criando e empreendendo, continuar nessa busca incessante pela inovação e mostrando para o mercado, a sociedade, governos e investidores que aqui tem gente que olha para o futuro e quer continuar sonhando com um mundo melhor.<<
°°PEDRO DE ALMEIDA COSTA
é Coordenador do Núcleo de Incubadoras da Feevale
e Pesquisador do Grupo de Desenvolvimento Regional
pedrocosta@feevale.br
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